A luta
Mais de um século no mesmo chão.
A terra mudava de dono. A família ficava, e com ela a opressão. No filme, quem viveu cada etapa conta como a comunidade entendeu que aquilo tinha nome e que havia lei para mudar.
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1883A chegada
Maria Vicência chega para cavar o açude
Trazida numa carroça de burro, com o irmão, para o trabalho pesado da barragem. Ali casou e começou a família que hoje é toda a Varzinha.
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MeiaPor gerações
Metade de tudo era do patrão
Milho, feijão, algodão. O que sobrava não dava para chegar ao fim do ano, e o que se comprava na bodega ia para o caderno. Crianças de doze anos já iam para a roça.
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2001A vazante
O gado solto em cima da plantação
Com milho, feijão e batata maduros na vazante, os animais foram soltos sobre a roça. A família decidiu ir à justiça, e as audiências começaram.
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2003A descoberta
“O direito de vocês é aqui”
Pressionada a se mudar para um assentamento vizinho, a família contou sua história. Ouviu que era remanescente de quilombo e que o seu lugar era ali mesmo.
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2007A associação
As famílias se organizam
De casa em casa, a comunidade se reuniu e fundou a associação quilombola. Com ela vieram aposentadorias, projetos e a força para seguir no processo.
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2010O reconhecimento
Certidão da Fundação Palmares
A comunidade é certificada como remanescente de quilombo. A antiga Varzinha dos Paulinos, nome herdado do coronel, passa a se chamar Varzinha dos Quilombolas.
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HojeA espera
O título da terra ainda não veio
O processo de titulação segue parado. Enquanto isso, a comunidade se organiza, planta, faz mutirão e prepara a juventude para continuar a luta.



